
Falou em inocência logo me veio ele a cabeça... Ainda continuo sem criatividade para escrever algo que realmente vale a pena, então continuarei com minha seção de música... esta é a minha trilha sonora deste ano, cada música desta tem uma história pessoal minha para contar, como Metropolis, que me levou a um evento em fevereiro. Esta por mais que a letra tem muito minha cara, nomeei como minha música mês passado! Deixa me ver no meu diário se eu tenho alguma coisa interessante para colocar seguida desta música......
Encontrei algo bonitinho até em meu diário no mês de Junho:
"A vida é um palco, onde subimos sem roteiro, sem um texto definido, alguns descem do palco assustados com o holofote, deixando-os em evidência e tornam a se esconderem atrás da platéia. Eu maluca decidi ficar e contar sobre os pensamentos que me passam a cabeça. Eu decidi me apresentar, mesmo tremendo de nervoso, eu parei o tempo ao meu redor e minha voz ecoou no silêncio da platéia... E quando pensei que eu havia falado e me exposto demais, fui aplaudida de pé".
A Banda é Blind Guardian
O Album é A Nigth At Opera
Age Of False Innocence
Idade da Falsa Inocência
Composição: Desconhecido
Desligue a luz
De uma olhada
Não há nada mais alem da dor
Sofrendo no mais profundo vazio
A chama da esperança se foi
O que eu fiz
Negado o pai e o filho
Por um momento é parecido
Há espaço além das esferas
Inflamem a noite
Tão clara e brilhante
Luz instável
Você foi sacrificado com medo
Agora há apenas uma certeza
Eu não estou mais assustado
Dia após dia nós nos fixamos na bola
Por tanto tempo
Por séculos fomos capturados em estantes
E paredes cristalizadas
Predestinados ou punidos
Pelo homem ou por Deus
Eu não posso, eu não vou
Negar esta falsa inocencia
Eu não posso, eu não vou
A era da falsa inocência
Leve para longe de mim
Por um instante
Astronomia moveu a Terra
E nós demos a volta ao redor do sol
Santo oficio
Fez me acreditar
Nós sabemos com certeza que você esta mentindo
Você gostaria de bagunçar com a sagrada ciência
Você conhece o medo da morte
Seria pior te ouvir chorar
Eu massacrei a verdade
E eu despedacei meu coração
Por tanto tempo eu joguei com o fogo do inferno
E a ciência me deixou louco
Mas eu devo levar isso o mais alto
Então eu sinto, então eu sinto
Como Judas nunca se sentiu antes
Aquela quarta a noite perto da arvore
Dia após dia eu irei gratamente sofrer por mais
Predestinados nossa peça
Então nós sangramos em nome de Deus
Não acredite na eternidade deles
Nós ainda nos mantemos em cegueira
E eu me tornei um mentiroso
Se não existe o Céu
Não haverá redenção

Em fevereiro de 2004, escrevi a simples observação abaixo em meu diário, isto me tocou hoje, esta música me tocou hoje e quando tudo me toca, desvendo algo que ainda não havia percebido em mim, como não estou conseguindo escrever nestes dias, vou colocar algumas músicas e alguns momentos:
“Por mais que a vida me deu alguns bons sinais, nada ainda é concreto, somente esta angustia que sinto. E retorno para a estação de trem, como que se estivesse ouvindo novamente no celular a voz de uma pessoa distante... E o vento se faz ouvir, a cidade onipresente toma de mim todo o horizonte, a neblina fria caindo tocando meu rosto, como que se tudo estivesse quieto naquele momento, como se todos parassem para observar o meu momento, mas retorno para dentro de mim e vejo que ainda estou esticada neste sofá vermelho, sentindo um vazio que reflete todas as estrelas do céu, que imita o silêncio desta galáxia... Eu somente observo o nada e deixo a música vagar por minha mente”.
Artista: Dream Theater
Album: Images And Words
Título: Metropolis Pt 1
O sorriso do amanhecer
Maio chegou cedo
Ela levou uma dádiva do seu
lar
A noite derramou uma lágrima
Para dize-la do medo
E da tristeza e dor
Ela nunca encolherá
Morte é a primeira dança, eterna
Não há mais liberdade
Ambos serão
confinados às suas mentes
Eu disse há um milagre para
Cada dia que tento
Eu disse há um novo amor
que nasce para cada um
que morreu
Eu disse não haveria ninguém para
visitar quando me sentir sozinho e
com medo
Eu disse se você sonha com
um mundo próximo
Você encontrará a si mesmo nadando
em um lago de fogo
Como uma criança, eu pensei que poderia
viver sem dor sem
tristeza
Como um homem pensei que tudo
partisse de mim
Eu estou dormindo e não tenho mais medo
Em algum lugar como uma cena da
memória
Há um mérito descritivo em
mil palavras
Escapando de encarar os rostos
antes de mim
Ele esconderá longe e nunca será
ouvido novamente
Engano é o segundo sem final
O frio sangue da cidade ensina-nos
a sobreviver
Apenas mantenha meu coração nos seus olhos
e ficaremos vivos
O terceiro chega ...
Antes que as folhas caiam
Antes que tranquemos as portas
Precisará haver o terceiro e
a última dança
Essa única será para sempre
A Metrópole assiste e
atenciosamente sorri
Ela estará levando-a para casa
Só poderá levá-lo a um lugar
Quando a luta entre
nossas crianças tiver terminado
Agora o Milagre e o
sonhador sabem que o terceiro
é o amor.
O Amor é a Dança da Eternidade.

Acostumei-me com este quarto vazio, com esta janela voltada para nada, com o vento frio batendo a porta,
Acostumei-me com a segurança habitual, com a solidão matinal, com a vida que sem vida deixou de morrer,
Demônios dançam sobre a cama vazia, que um dia fora palco do nosso amor, a despertar desejos saciados, efêmeros logo ao nascer.
Não penso agora nestes encantos, que outrora foram cantos de uma donzela desvelada,
E tudo o que eu escuto são sussurros de fantasmas, que acham graça de meus sonhos pela madrugada.
E ao amanhecer pássaros põem se a cantar, enquanto calada penso no que seria em te ouvir novamente falar,
Mas está tudo quieto e sombrio, longos campos de solidão cheios de medo e frio a nos distanciar,
Eu nada posso fazer além de esperar, esperar que volte, esperar sua calmaria, suas palavras, um simples “bom dia”, para retornar minha alegria,
Silenciosa como esta noite esperando o seu momento, quieta sentindo o vento que me trará noticias de ti!
Ah, quem me dera! Como numa primavera, rever campos floridos, sussurros aos ouvidos calando todos estes fantasmas!
Desventurada, eu que sonhei em ter-te novamente comigo, feito um sonho com cores felizes,
Sinto sua falta...
Como a quem sedento de longa caminhada, põe se a sonhar com água...
Eu que nem sei de teu paradeiro! Como se tivesse sido criação de minha mente...
Sim, criei-te para mim e jamais existiu, jamais esteve aqui...
Ainda sou a donzela desvelada a cantar pela madruga meus desvarios, amaldiçoando-me por amor de ti!
Em minha insanidade, nem sei se o amo de verdade, ou se não consigo estar longe!
Mas o que quer que diga estas palavras confusas, torna-me ainda mais lúcida e distante, eu ser falante, aprendi a quietar-me,
Resumo-me em poucos versos, ainda que incertos diante do que eu sinto, como num labirinto a procurar por cura,
Doce angustia que torna me fútil, colorindo o mundo com matizes de vaidade, aos pés a insanidade a consolar-me.
E o que resta me nesta noite, além de quadros incolores de uma sanidade que abandonei?
Danço, danço com demônios, encanto me com o obscuro a não lembrar de seu olhar a me desvelar...
Tão pobres estes versos, que no frio da ventania, no cinza deste dia, ajoelhada no jazigo da esperança ponho me a rezar...
Preces perdidas ao vento, os demônios em minhas costas a me alertar, chuva batendo nas flores mortas, o descontentamento de meu olhar...
Volte! – torno a clamar.

Estou sentada em minha cama, olhando a chuva que cai e que me faz retornar a outrora...
Onde dragões a passear nos céus sombrios de eras que não mais voltam, contavam minha história,
Os sussurros de mortos latentes em minha mente, como coisa que jamais deixara de sentir,
Sombras que povoam meus sonhos, grutas escuras que me remetiam ao calor do amor, a deusa que era,
Eu que nada sou agora, além de roupas sujas jogadas ao chão, de alguém que um dia deixara-me ao partir,
Eu que penso e esqueço de existir, sinto o gosto de sangue de meus lábios cortados pelo frio,
Estes que sentiam a ardência de seus beijos, adocicados pelo vinho que bebíamos,
Momentos de êxtases e calores, com teu corpo sobre o meu, numa expressão do que concebíamos como amor.
E a chuva mostra-me o fantasma que me tornei, efêmero como o amor que sentes,
Triste feito bêbedo a sonhar com a cura de meu vício, trapos jogados, sem uso,
Uma casa vazia, um sorriso vazio e o vento mexe a janela, remetendo-me ao que sou hoje,
Sombras de alguém que resolvera partir e deixara comigo um passado,
Alguém que a todo instante toca meus pensamentos, como ar em meus pulmões,
Sensação de perca e abandono, sensação que me leva a sonhar com sonhos bordados com fios de esperanças,
Maldita esperança que mato a golpes fortes de punhal, maldito seja o amor e todas estas coisas que me levam a este lugar deserto!
E tudo o que dizem sobre amor, nada mais me é que mentiras contadas para acalmar quem sente medo,
Mentiras que a todo instante nos levam a lugares inóspitos, fazendo-nos crer inocentemente em carrascos, como homens de misericórdia.
Mas ainda permaneço sentada em minha cama, acendo um cigarro, espero o tempo,
Dias e dias a passar pela janela de minha vida, neste lugar escuro, sujo e sombrio,
Como quem espera a morte, espero por nada e o vazio de tanto que me perturba, tornou-se conforto.
Vozes antigas a contar novas histórias, sombras dançando entre chamas abstratas de desejos eloqüentes,
Eu que acreditava em entes e conhecia as injurias da vida, encerro com lamúrias ao que chamei de alegria.
Estou fraca, triste e vencida, por aquilo que julguei um dia ser fonte de luz e magia,
Não chore sobre meu túmulo, não chore por minha fraqueza, ainda possuo orgulho,
Estou na gruta como mulher velha e feia, a quem como fardo a morte há de carregar.
Arrancaram a alegria de meus olhos de menina, que com fascínio pelo que era a vida, em campos a correr,
Tornou-se velha e suja, sem ter nos olhos ternura, evidenciando as clausuras das profundezas de meu ser.
Queimo o cigarro, deixo morrer, segue seu rumo vento em céu aberto, como pássaro apressado,
Que sem medo e sem êxito torna a retornar para aquilo que um dia fora seu lar.

Esquecida pela morte.
Olho para os corredores brancos a minha frente, vazios, o silencio sufocante daquele lugar, meu rosto banhado, sinto o gosto salgado na boca, uma mistura de lágrimas e suor, conseqüência de minha histeria. Estou sóbria e confusa, com meus braços amarrados, sequer respirando direito com esta camisa de força, estou tonta sob o efeito da medicação, mas posso sentir a dor que perfura minha alma, uma angustia, um sentido de sobrevida e este lugar branco, maldito e vazio.
Sacudo a cabeça para tentar tirar um fio de cabelo teimoso, que resolveu fixar-se em meu rosto, próximo de meus olhos. Quero gritar, mas não tenho mais voz e nem forças, não há ninguém por perto, estou encostada nesta parede que mal sinto há horas, talvez dias e não há ninguém aqui para dar-me o que beber. Estou vazia, oca e silenciosa como este lugar.
Tento recordar-me do que aconteceu, mas as cenas ainda estão confusas dentro de minha cabeça, senhores de branco me segurando, uma força explodindo dentro de mim, um amor maior que a alma, se é que há alguma em meu corpo. Lembro me de copos repletos de uísques por toda a sala, eu mantinha a garrafa de vinho nas mãos, enquanto ele me olhava, me olhava tão profundamente, que parecia saber o que eu estava pensando.
Lembro-me dele tentando tirar a garrafa de minha mão, assim que alterei me, aumentando a voz, implorando-lhe, suplicando-lhe para me amar, entreguei me de corpo e com tudo o que havia dentro de minha mente, entreguei a ele minha alma, quem eu era e tudo o que mais há de profundo dentro de mim. Mas não era mais suficiente para ele, eu não mais exercia qualquer poder de sedução, ou de amor, ou de piedade. Eu estava morta para ele, como estou morta agora para mim.
Posso ouvir o eco de seus gritos dentro de minha cabeça, posso sentir novamente a força que me impulsionara a quebrar todas as coisas que havia em nossa casa, os remédios caindo pelo chão do banheiro, escorregando de minhas mãos trêmulas e nervosas, um pedido de morte, um convite para adentrar nos céus divinos, um desejo, um desespero e ele gritando, batendo a porta... Após engolir comprimidos sem conta, abri a porta, como a quem tivesse soado as trombetas da guerra, ataquei-o, bati com toda a força que eu tinha, a raiva cegava como areia nos olhos, um ódio, um amor, um sonho desfeito. A porta batendo forte, deixando-me só em casa, coisas arremessadas para todas as partes e logo tudo se perde com homens de brancos segurando-me, amarrando-me...
E aqui estou, jogada neste corredor, como a um trapo sem uso, minha cabeça dói, os sentimentos se confundem, sei que quero gritar, mas estou muda como se não soubesse falar qualquer idioma, como se não soubesse pronunciar mais nada, queria um cigarro e um copo de uísque e sei que tudo ficaria perfeitamente bem, como se nada tivesse acontecido. Mas sinto frio como que se estivesse para morrer, mexo minhas pernas, mas não as sinto. E neste maldito vazio, neste maldito hospital, na brancura de suas paredes somente consigo enxergar o rosto deste a quem me recordo e lamento-me por ainda estar viva!
O que esperar deste vazio, sei que passarei dias a fio neste lugar, não sei nem se sairei com vida, pois certamente não tenho mais tanto tempo assim disponível para viver, respiro fundo e deito no chão, deito-me para mim, deito-me para a vida. Não, não tive um final feliz, meu amor não foi como nos contos de fadas e aqui estou, esperando para que me levem a algum lugar, qualquer lugar, não me importo mais, não tenho mais para onde ir, não sei mais para onde ele foi. Eu estou só, como pássaro machucado sobre a areia da praia, esperando que um dia cure, esperando que um dia morra, esperando que um dia outro pássaro venha me devorar, com sede, com frio e com fome e não há mais ninguém aqui, nem neste lugar, nem dentro de mim, somente lembranças do que eu era, do que fui e que não sou mais. Ele não levou somente meu amor, ele levou minha vida e todo o animo de meu corpo. Sim, eu estou morta.
Sombria

O inverno cai sobre a terra trazendo sonhos tristes,
Uma saudade perfura o peito como uma espada fria,
Sem amor, sem carinho, sem ter você por perto,
Admito que isso está me matando, como a um veneno,
Meu corpo desfalece dolorido sobre cama de desejos,
Meus olhos perdem seus brilhos, assim como o cinza do dia.
Percorrendo a sonhos antigos como um lobo,
Procurando por você em algum lugar desse vazio que me preenche,
E nada está aqui, além de uma alma que há pouco sucumbiu.
Seus olhos em meu sonho efêmeros como o momento,
Fecho meus olhos, para dar-lhes vida, mas tudo está morto no inverno.
Não derramo uma única lágrima, mas inundo-me de um choro interno,
Uma dor que torna-se mais forte com o frio,
E minha alma jaz ao meu lado.
Não há muito que dizer, não há muito que pensar, nada para esperar,
É inverno, inverno no mundo e dentro de mim.
E tudo que eu olho de novo já está morto,
E todos os meus sonhos apagaram-se junto com a vida,
Sei que o inverno seria menos rigoroso se estivesse aqui.
Por algum motivo qualquer resolvi te desejar hoje,
Por algum motivo qualquer percebi que não te tenho
E por tudo que passamos saber que ainda vou desejar muito tê-lo comigo.
Que esperança teria num momento em que tudo resolveu morrer,
Que esperança eu teria de vê-lo voando em meus sonhos,
Tudo nos separa como se estivéssemos em mundos distintos,
Eu me identifico no frio do dia, me vejo no céu cinza, sou como o vento cortante em meu rosto.
Estou morta como minha alma, estou morta como toda a vegetação,
Sou somente um lobo solitário percorrendo meus sonhos tristes,
Não há uma única chama para me aquecer, vezes me falta o ar,
E não demorarei muito para partir...
Até que venha... até que venha...

Like a Stone
Artista: Audioslave
Album:
Título: Como Uma Rocha
Em uma ligeira tarde
Em um quarto cheio de vaidade
Por uma auto-estrada eu confesso
Que estava perdido nas páginas
De um livro cheio de morte
Lendo como nós morreremos solitários
E se nós formos bons mentiremos para descansar
Em algum lugar onde nós quisermos
Em sua casa eu quero estar
Quarto a quarto pacientemente
Eu esperarei por você lá
Como uma rocha, eu esperarei por você lá
Solitário
Em meu leito de morte rezarei
Para os deuses e para os anjos
Como um pagão [rezarei] para qualquer um
Que me levará ao paraíso
Para um lugar em que recordare quei
Eu estive lá há muito tempo
O céu estava ferido
O vinho estava sangrando
E lá você me seduziu
Em sua casa eu quero estar
Quarto a quarto pacientemente
Eu esperarei por você lá
Como uma rocha, eu esperarei por você lá
Solitário
E continuarei lendo
Até que o dia tenha acabado
E eu sentirei remorso
De todas as coisas que fiz
Por tudo aquilo que eu abençoei
E todos aqueles que eu prejudiquei
Em sonhos até a minha morte
Eu vagarei
Em sua casa eu quero estar
Quarto a quarto pacientemente
Eu esperarei por você lá
Como uma rocha, eu esperarei por você lá
Solitário

É, eu gosto muito de Audioslave, definitivamente está marcando esta minha fase, os astrólogos diriam que é meu inferno astral, eu sei lá o que é, acho que é zica mesmo e esta música expressa bem o que eu estou sentindo! Segue:
Audioslave - Bring 'em Back Alive (tradução)
by Audioslave
Trazendo de volta a vida Eu estava no meu caminho para o centro do sol Quando perdi minhas asas e cai numa multidão E eles me carregaram para um buraco no chão E eles me enterraram Onde ninguém podia ver E ninguém ao redor Eu sou um vírus, vivo em silêncio Eu estava no meu caminho até uma cidade nas nuvens Quando perdi minha cabeça, eu tive que me assentar Então tive um sonho duma ilha no oceano Onde os leprosos morrem Onde ninguém sobrevive E ninguém pode ouvir o choro Eu sou um vírus, vivo em silêncio E apenas como pensam os selvagens Sobre nossos pés acreditamos em Deus E com um passo, dois passos Três passos para o cemitério Na alta estrada recordando Parece que nós nos esquecemos Eu sou um vírus, vivo em silêncio By Roberto de Souza

Caminho entre flores que exalam seus perfumes ao toque de meus pés descalços,
Recordo-me de minha infância e de tantos encantos que eu via entre as flores,
Borboletas multicores voam por todos os lados, o sol fresco da manhã, o aroma do campo,
Lembrando-me das várias vezes que corri, sorridente sobre o campo, deixando as flores deslizarem sob minhas mãos.
Olho e toco a tudo que me é possível, deixo meus sonhos voarem com a brisa fresca,
Deito-me sentindo o toque quente do sol sobre minha pele clara, os olhos encantados com as formas das nuvens brancas no céu, um sentimento infantil, um sorriso inocente...
Perco me dentro de meus sonhos ao ouvir os pássaros cantando, lembrando com isso nossa melodia,
Neste instante recordo-me de você, de seus olhos pintados de sinceridade,
Do toque malicioso de suas mãos sobre meu corpo, como estas flores que tocam me,
Sua voz suave sussurrando palavras em meus ouvidos, sede de seus encantos, de seu amor,
Desejos gritantes turvam a realidade, o sol aquecendo me, como se seu corpo estivesse sobre o meu,
Num respirar ofegante, minhas mãos correm entre minhas pernas e tento tocar-te em minha mente,
Você não está aqui, mas sinto como estivesse e meus gemidos misturam-se com o barulho dos pássaros,
Fecho meus olhos e deixo minha mente levar-me até junto a ti e vivo mais uma vez nossa noite,
Suas caricias, seus beijos, estar me sob seus olhos, enrolada como em um cobertor em teus braços, sentindo-te dentro de mim como sinto as batidas de meu coração.
Abano a cabeça, confusa, chorosa; e inquieta caminho apressada em direção ao abismo,
A paisagem cresce e se perde num borrão verde diante de meus olhos, lacrimejantes por um passado sem volta,
Você deita seu sorriso de sonhos diante da paisagem, e debruçada sobre o abismo, fundo e verde, ocultado em sua profundidade pela neblina,
Vejo seus olhos, como aos abismos que eu via dentro deles, lamento-me por minha fraqueza,
Retorno meu olhar para o campo onde vejo crianças sorridentes correndo, brincando com a vida, esta que não concebo ter,
Olho para o abismo, teus olhos, diante da dor de ser e não ser, diante das lembranças de algo que erroneamente chamei de amor,
Atiro-me corajosa, com a imagem de que estou caindo dentro de você, parece eterno, parece que nunca mais irá acabar,
Uma falsa inocência, um falso suspiro, um falso fim e o que foi de nós, de você ou de mim, jaz no fim do abismo da minha desesperança.

Aqui estou novamente, descobrindo-me sob os véus negros que criei,
Moldei-me, tentei calar para não me ouvir, para não saber o que me trai,
Há dias caminho por este vale sombrio, escuro e lamacento,
Há dias venho sentindo frio e fome, escondendo meu rosto das luzes que dançam na escuridão do vale,
Há dias almas tocam-me, mas finjo não vê-las, finjo estar só e caminho!
Tempestades se formam e desabam e tornam a formar, e eu não paro,
Um coração obstinado, tentando encontrar o que lhe é sagrado, nada me faz parar.
Orgulhava me do vale sombrio, de meu caminho, mas não é minha estadia que fez me acostumar,
Ao ver me suja, vi que não havia do que me orgulhar, somente minhas roupas de viajantes e todos aqueles fantasmas no vale é que poderiam se orgulhar de alguma coisa e não eu, que estou acabada.
Invoquei a mim mesma e não estou mais só!

Audioslave - I Am The Highway (tradução)
by Audioslave
Eu sou a estrada. Pérolas e cretinos ao meu redor Longo e cansativo Meu caminho tem sido Eu estava perdido nas cidades Sozinho nas montanhas Nenhuma pena ou piedade por ter partido Eu senti. Eu não sou suas rodas que giram Eu sou a estrada Eu não sou o chão que você pisa Eu sou o céu. Os amigos e os mentirosos Não esperaram por mim. Porque eu irei conseguir tudo sozinho Eu andarei milhares de milhas E perto demais de você Me sentiria. Eu não sou suas rodas que giram Eu sou a estrada Eu não sou o chão que você pisa Eu sou o céu Eu não sou o vento soprando em você Eu sou a luz brilhando Eu não sou sua Lua de outono Eu sou a noite Tradução por Gabriela Costa Grillo

Está tudo calmo agora, o furacão já passou
Tudo se encaixa, tudo faz sentido, meu tormento acabou.
Algo dentro de mim parece ter desperto
Alguma coisa que me toca, algo que me faz sentir
O vento toca-me, eu abraço a noite, me esqueço dos sonhos,
Sou uma sombra a passar despercebida por você
Sou a dor, o corte, a ferida, o lago que lhe leva a outra margem.
O que esperar de mim, ou de você, ou de qualquer coisa
Nada faz sentido, não sei nem se isso é verdadeiro.
É como o dia cinzento, é claro, mas não vejo o sol,
É dia, é noite, não faz diferença...
E o que muda?
Sou como uma melodia e todos me ouvem
Mas o que é que ouvem?
Sou seus medos noturnos, a sombra que se vai com o dia.
E o que é que sou?
Agarro a oportunidade e penso o que é que agarro
E não sou mais o que era, a morte levou tudo que tinha
Não há conceitos, não há certo ou errado, há desejos
Há amor, em todos os tons sensuais,
E o que é amor senão isso?
Mas penso, a cada fagulha do que penso vejo você
E desejo senti-lo, e desejo te ter e quero ser sua
Respirações ofegantes, um medo, uma ansiedade, uma noite
Vinho e prazer. Morte... Isto é morrer?
Que me leve, Morte, então!
|
BRASIL
,
Sudeste
,
SANTO ANDRE
,
Mulher
,
de 20 a 25 anos
,
Música
,
Livros
,
Magia e Ocultismo
MSN - hedra_babalon@hotmail.com |